quarta-feira, 9 de maio de 2007

O BATUQUE DO MORRO DA LIBERDADE*




“Axé Mãe Preta dê felicidade
Em seu palácio mostre a liberdade
Me dê amor, carinho e proteção
Epa-Hei é Mãe Zulmira
O amanhecer desta nação”






Na segunda metade da década de 1980 até a primeira metade da década subseqüente, algumas escolas de samba de Manaus obtiveram êxito ao levarem para a avenida temáticas afro-brasileiras. Em 1986, a agremiação Sem Compromisso venceu a disputa com o enredo “Joana Galante”, que fora uma conhecida chefe de terreiro no bairro do São Jorge. Em 1989, a escola de samba Reino Unido da Liberdade homenageou uma das mais ilustres moradoras do bairro Morro da Liberdade, a chefe da Casa Matriz dos Candomblés de Manaus, Mãe Zulmira. O enredo rendeu à escola o primeiro título. E, finalmente em 1993, a agremiação Mocidade Independente, do bairro de Aparecida, conquistou o primeiro lugar do Carnaval com o enredo “Nakoquende Namabale”
A vitória da escola de samba Reino Unido da Liberdade também marcou o apogeu do batuque do Morro da Liberdade, uma vez que o samba “Mãe Zulmira, o amanhecer de uma raça” foi um fenômeno de popularidade não apenas no Estado do Amazonas, mas no país inteiro, visto que o samba ganhou uma gravação especial no Rio de Janeiro e foi divulgado em rede nacional como o mais belo samba de enredo do ano de 1989. Cerca de 90 anos após a sua fundação, o batuque do Morro da Liberdade se tornara reconhecido nacionalmente. Entretanto, este período áureo durou pouquíssimo tempo e o batuque voltou a sua rotina de dificuldades. Utilizando o terreiro ou batuque como protagonista deste trabalho, faremos um histórico da casa religiosa, desde sua fundação até os dias atuais.




* Trecho da minha monografia, a ser entregue em julho de 2007.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Final do Campeonato Carioca 2007

Como vascaína que sou, não me prestei para assistir na totalidade ao jogo entre Botafogo e Flamengo. Entretanto, como fã do futebol, dei alguma espiadinha na partida e tive a sorte de ver os lances decisivos do confronto.
Porém, antes de falar da partida, faço uma breve análise dos dois times, baseada nos meus humildes conhecimentos futebolísticos.

Botafogo - um time bem armado pelo técnico Cuca. O meio de campo e o ataque são os pontos fortes da equipe. Zé Roberto e Dodô são jogadores que podem desequilibrar a qualquer momento. Já a zaga deixa a desejar e, no caso específico deste jogo, o goleiro é a "ferida" do time.

Flamengo - time limitado, mas que tem uma disposição invejável. Tem bons laterais e bons chutadores de fora da área, como Renato e Renato Augusto. O ataque é uma lástima.

A PARTIDA

Pouco vi do primeiro tempo e, até onde soube, não perdi muita coisa. O domínio da posse de bola era todo do time alvinegro, mas não houve objetividade por parte da equipe. Nos primeiros 45 minutos, a partida terminou em um chatíssimo empate sem gols.
No segundo tempo, pude presenciar uma partida totalmente diferente. E o Flamengo marcou logo no início. Mas, em seguida o Botafogo empatou (não vi o lance, mas disseram que a falta inexistiu) e virou, com um golaço de Dodô. O Flamengo se desestabilizou e o que vi foi um domínio da equipe de General Severiano. Mas a incompetência e o preciosismo do time fez com que vários lances fossem desperdiçados.
Foi aí que aquele chavão clássico do futebol - quem não faz, leva - entrou em ação. Em um tiro aparentemente indefensável, o Flamengo empatou a partida. Digo aparentemente, porque, sob meu ponto de vista, o goleiro Max não esteve ligado no lance que resultou no gol. Penso que se o goleiro titular do Botafogo, o excelente Júlio César, estivesse em campo, a bola não teria entrado. Simplesmente Max não tem envergadura de goleiro!!!
Enfim... o gol saiu e a partida se equilibrou novamente. Mas o Botafogo ainda levava mais perigo, por conta da superioridade de seus jogadores.
Aos 45 minutos do segundo tempo ocorreu o lance mais polêmico da partida. Dodô recebe uma bola açucarada e cara a cara com o goleiro Bruno poderia ter matado o jogo, em favor do Botafogo. Mas, o juiz assinalou erradamente o impedimento. Dodô deu uma de malandro, concluiu a jogada e foi expulso.

A POLÊMICA

A torcida do Botafogo tem reclamado insistentemente do lance. Para mim, a jogada estava até fácil para o bandeirinha. A posição de Dodô era claríssima. Entretanto, erros acontecem e sempre vão acontecer no futebol. O que chamo a atenção neste lance é a imaturidade (para não dizer burrice) do jogador Dodô, que sabendo da marcação do impedimento, joga a bola para o fundo das redes. Naturalmente, o jogador seria punido com cartão amarelo. Porém, como Dodô já havia recebido o cartão amarelo, foi consequentemente expulso. Corretíssima a expulsão. Assim o Botafogo perdeu seu melhor cobrador de pênalti e se desestabilizou para a disputa de pênaltis.

O RESULTADO

Todos que me conhecem sabem da minha indiferença ao campeonato carioca. Penso que é um campeonato fraco, limitado, que ainda existe apenas para que os grandes clubes do Rio não fiquem sem título... até porque do jeito que o futebol carioca anda, não veremos tão cedo um campeão brasileiro vindo do Rio de Janeiro.

Mas os botafoguenses querem desmerecer a conquista do Flamengo, alegando que o time não venceu nenhum clássico. Mas é esse o regulamento. Flamengo ganhou, apesar de um time inferior, porque empatou os jogos nos momentos decisivos e teve sangue frio para vencer a disputa nos pênaltis.
Claro que eu queria um resultado diferente, que o Botafogo vencesse. Não deu... paciência. Não podemos dizer que o resultado foi roubado... ora, não houve intenção do juiz em prejudicar o Botafogo no lance. Tanto é que o árbitro da partida admitiu no dia seguinte a falha.
Espero realmente que o Botafogo não se desestabilize com a perda do título, pois sem dúvida alguma, possui o melhor time do Rio na atualidade e pode desempenhar um belo papel no Campeonato Brasileiro que está por vir.